Blog do Povo

Frase editorial: não precisamos seguir a velocidade globalizante da antileitura!
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

"Mortes de Marcelo e Décio não foram meras contingências da vida", diz Flávio Dino

  Há dois meses que não escrevia aqui neste espaço. Têm sido tempos de intenso luto: recolhimento, meditação e uma dor profunda, que rasga a alma e me acompanhará até o último dia da minha vida. Vivenciando esse luto pelo meu filho Marcelo, tenho todas as razões para mais uma vez me solidarizar com a família do jornalista Décio Sá, com seus amigos e colegas de profissão. Para além de análises sobre seu papel político ou sua conduta profissional, há algo muito maior agora: um ser humano foi assassinado, e nada justifica tamanha violência.
  Existe uma identidade entre o meu filho Marcelo e Décio: tiveram mortes totalmente evitáveis, que não foram meras contingências da vida. Marcelo foi vítima de um hospital com péssima gestão e de profissionais negligentes; Décio foi vítima dos crimes de pistolagem, que matam tantos há tantos anos, alimentados pela corrupção, pela impunidade e pela cumplicidade de figuras poderosas.
  Quanto aos hospitais, não podemos mais assistir a mortes dentro de lugares feitos para salvar vidas. No dia 14 de fevereiro, Marcelo Dino morreu no hospital Santa Lúcia, em Brasília, cidade onde trabalho como presidente da Embratur, no governo federal. A investigação da Polícia Civil já demonstrou sucessivos erros que tiraram o direito do meu filho a cumprir integralmente esta dimensão da sua vida. Hoje o sinto vivo comigo, e sei que Deus o acolhe, mas a cada dia derramo lágrimas pela carência dos seus abraços e beijos, pela falta da sua voz doce, pelo silêncio da sua guitarra, por não ler mais no Twitter seu entusiasmo pelo Flamengo, por saber que nossa família e seus amigos de escola sofrem por ele.
  Os crimes que levaram Marcelo não foram de responsabilidade exclusiva dos profissionais que ali estavam para socorrê-lo e não o fizeram corretamente. A morte de meu filho foi, acima de tudo, derivada de um sistema privado de saúde movido pelo lucro a qualquer custo. A ganância dessas empresas, planos de saúde e hospitais, desumaniza a saúde, transforma pessoas em estatísticas e mortes em meros "riscos do empreendimento".
  A cada dia que o sol se levanta e jornais estampam mortes trágicas, fica mais claro que, além de um sistema público de qualidade, falta também uma melhor fiscalização do Estado sobre os hospitais privados. Nesta semana que passou, levei esse debate para a Câmara dos Deputados e para o Conselho Nacional de Justiça. Já estive na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e no Ministério Público do Trabalho, e não irei parar, extraindo forças da imensa coragem que Marcelo sempre teve.
  Quanto ao caso do Décio, irei continuar com todo vigor a luta por uma nova política em nosso Estado, sem oligarquias patrimonialistas, com pleno respeito aos direitos humanos e sem crimes de pistolagem contra ninguém, "famoso" ou "anônimo".
  O passo imediato depende do atual sistema de segurança pública do governo do Estado, de quem esperamos eficiência nas investigações do caso do jornalista Décio Sá e de demais crimes de pistolagem praticados nos últimos anos - vitimando trabalhadores, policiais, prefeitos, empresários. Conheço os profissionais das nossas Polícias e sei que são capazes de tão importante tarefa, bastando que tenham apoio e incentivo.
   Na semana passada, a presidente Dilma disse em discurso que quer fazer do Brasil o sexto melhor país do mundo em qualidade de vida, não apenas na economia. Neste novo Brasil com hospitais melhores e sem crimes hediondos, que tenho fé que virá, muitos Marcelos estarão conosco, mantendo vivo o sorriso do meu amado filho (ainda que as lágrimas não cessem, como agora).
Flávio Dino, 43 anos, é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O direito à cidade de São Luís: o desafio de superar o debate político em prol da efetivação de uma cidade justa, humanizada e sustentável.



Vejo como importante articular uma grande frente popular com um projeto de governo municipal humanizado para o aniversário de São Luís. Os 400 anos de São Luís são um marco importante para fazer um debate concreto sobre as condições da educação, cultura e meio ambiente. Não podemos deixar calar a nossa voz e nem a nossa esperança! O PT apresenta não apenas um candidato para governar São Luís e sim deve potencializar um movimento para exercício da cidadania, pois a base petista sempre acreditou no orçamento participativo e nos conselhos populares para apontar os caminhos.
            Os gargalos de nossa cidade são facilmente enumerados pelo povo: problemas como mobilidade urbana, falta de infraestrutura e saneamento básico. A grande São Luís cresce sem nenhum projeto efetivo de inclusão e cidadania. O setor educacional não possui concretamente um projeto de valorização do professor, já os alunos deveriam estudar em escolas de tempo integral com esportes, informatização e cidadania. Os problemas de moradia são evidentes dando lugar a especulação imobiliária e o inchaço desordenado sem planejamento estratégico da cidade.
            Quanto ao viés da cultura, vejamos que o povo trabalhador não consegue usufruir efetivamente dos bens culturais de São Luís como museus, música, exposições, blocos tradicionais, manifestações religiosas, patrimônio histórico, entre outros. A falta de parceria do poder público e as dificuldades em termos de renda deixam parte de nosso povo excluído da atividade cultural. Ou seja, dedicam-se maior parte do tempo a busca pela sobrevivência nos “bolsões de isolamento” ao redor da Ilha de São Luís. Eclode a violência, o tráfico de drogas, a prostituição infantil, a falta de respeito com as mulheres e portadores de deficiência, racismo, entre outras formas de “negação da cidadania”
            As nossas praças, ruas e avenidas já não são mais as mesmas, estão abandonas, não somente em termos de infraestrutura, a falta sinalização e educação de trânsito, além de acidentes diários e vidas perdidas, são o nosso cotidiano. Os nossos rios e manguezais estão sendo destruídos pela falta de compromisso com os recursos naturais. As nossas terras não estão servindo para abrigar a moradia de nosso povo!
Mesmo que os programas sociais do governo federal amenizem a situação local, existe a inércia do agente motriz do desenvolvimento local: o município, infelizmente vive-se um “enclave” e os gestores municipais não conseguem canalizar os recursos federais para beneficiar a população de forma contundente aliada aos projetos locais para combater a concentração de renda e exercer a cidadania. O Ludovicense hoje está sem o “direito de exercer sua cidadania como Ludovicense”, não porque estes não lutam para ter uma cidade limpa, segura e sustentável. Mas porque a “administração municipal de enclave” não permite São Luís deslanchar como cidade turística, desenvolvida e sustentável. Parece uma tautologia, mas a verdade é que o ciclo de descompasso com a administração federal freia o desenvolvimento local. Os fragmentos de políticas públicas ineficientes geram um todo desordenado. Um exemplo, a falta de saneamento básico nos causa um grave problema de saúde pública com inúmeros gastos desnecessários, ou mesmo, a falta de educação ambiental e de trânsito nos remete a uma cidade poluída e caótica em seu cotidiano.
            A disputa eleitoral entre Governo e Oposição (viés Sarney versus anti-sarney) a nível estadual é pautada também a nível municipal. Pergunta-se: será que a população quer realmente estar nesta disputa? Ou querem estar em outra guerra, ou seja, a “guerra” dos que agonizam com a falta de inclusão social e desordem urbana e objetivam um lugar no mercado de trabalho e como cidadãos. Disputa pertinente para a classe política, mas que “cega” no imediatismo e a rapidez da vida urbana, assim, isto requer das nossas classes: políticas e soluções inovadoras. Neste contexto, a prática da ética em nossas ações é salutar. I
Inúmeros escândalos são divulgados todos os dias que deixam a população envergonhada até mais que os causadores de tais aberrações. Nos 400 anos de São Luís não sabemos em quem acreditar! Mas sabemos de nossos dilemas e de nossa vontade de participar! A cidadania na construção de uma São Luís mais humanizada é força motriz! O direito à cidade, ou seja, de usufruir de sua plenitude nos é negado ou fragmentado! Vejamos se nesta eleição conseguiremos destravar o debate político com sugestões e eficiência na práxis política, assim como propor tecnicamente e executar o interesse público de modo eficaz.

Por: Almir Bruno J. Tavares
 Economista
Bacharel em Ciências Contábeis
Mestrando em Desenvolvimento Sócioeconômico da UFMA
Conselheiro Efetivo do CORECON-MA
Professor da UFMA
Economista da Advocacia-Geral da União
Secretário de Comunicação do PT de São Luís
Coordenador do Coletivo Vanguarda/MA
Militante do Setorial de Meio Ambiente e Desenvolvimento- PT_MA

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Carta Aberta pela Democratização e Transparência do Judiciário


   Cerca de 200 entidades de direitos humanos e movimentos sociais de todo o Brasil, aliados a cerca de 100 personalidades do mundo jurídico, acadêmico e político entregam Carta Aberta no ato público da OAB nesta 3ªf, 31/01, às 14hs, em Brasília.


   Organizada pela JusDH – Articulação Justiça e Direitos Humanos, e assinada por cerca de 200 entidades de direitos humanos e 100 personalidades, a Carta Aberta pela Democratização e Transparência do Judiciário vem sendo reconhecida como uma das maiores mobilizações da sociedade em torno de uma questão ligada à justiça e ao Poder Judiciário.

   Diante das denúncias trazidas à tona pela atuação da Corregedoria Nacional de Justiça, e a reação corporativa de setores da magistratura nacional, a Carta Aberta apresente-se como um veículo para a sociedade manifestar o seu anseio por mudanças no Poder Judiciário, tornando-o mais democrático, sensível aos problemas econômicos, sociais e culturais do povo brasileiro, e verdadeiramente comprometido com a efetivação dos direitos humanos no Brasil.

   Neste sentido, a Carta Aberta será levada aos órgãos de cúpula da administração da justiça, no intuito de demonstrar ao judiciário, ministério público, defensoria pública e advocacia que a sociedade organizada anseia por uma verdadeira Reforma do Judiciário agora voltada para a Democratização da Justiça.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O MEDO ESTÁ DE VOLTA

Imagem ilustrativa escolhida pelo Blog

      Na madrugada do dia 5 de Agosto 2011, sexta-feira, em Nova York, centro do sistema, o dia estava terminando em Tóquio e Pequim. E o stress continuava. O medo global de um duplo-mergulho da crise econômica, encerrada há pouco mais de dois anos, aumentava um pouquinho mais com os números de forte desvalorização nos mercados asiáticos espocando nos terminais luminosos da Bloomberg e outras agências de notícias.

     Na China, além das irradiações malignas da economia estadunidense, as Bolsas também foram influenciadas por problemas domésticos, como as expectativas de alta na inflação de julho. O índice Xangai Composto caiu 2,2% e terminou aos 2.626,42 pontos, o pior fechamento desde 20 de Junho. Para evitar maiores danos, o governo chinês induziu a desvalorização do yuan em relação ao dólar, com o Banco Central chinês elevando a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4386 yuans para 6,4451 yuans). No mercado livre, o dólar fechou cotado em 6,4404 yuans. A moeda chinesa se valorizou 6% em relação à unidade dos EUA desde junho de 2010.

     As turbulências da semana no mercado mundial elevaram as preocupações e dúvidas quanto à capacidade de controle das autoridades chinesas sobre a economia: “A política do premier Wen Jiabao para controlar a inflação e o preço dos imóveis aumentou as preocupações de que isso vai ser o gatilho para a desaceleração da economia que tem dado a maior contribuição ao crescimento global”. 1 Para acalmar os mercados, foi muito útil a declaração pública de Li Ka-shing, um mega-capitalista chinês, de que a economia chinesa evitará um pouso forçado (hard landing) devido à desaceleração do crescimento global: “Cada acontecimento ocorrido nos últimos dias mereceu uma análise cuidadosa de minha parte. Eu não acredito que haverá uma aterrissagem forçada, não estou preocupado com isso”, disse ele.

BRIGA DE GENTE GRANDE – 
      No Japão, a Bolsa de Tóquio também sofria forte recuo no último pregão da semana. O temor de uma recessão global paralisou o mercado japonês e levou o Nikkei 225 a fechar em queda de 3,7%, aos 9.299 pontos. Em termos porcentuais, foi a maior queda desde 15 de março, naquele pregão que se seguiu ao terremoto em Fukugima. Várias ações de primeira linha (blue chips), como as da Sony, caíram mais de 5%.

    O impacto imediato criado nesta semana pelos tumultos nos mercados norte-americano e europeus sobre o Japão, do mesmo modo que sobre a China, é a grande desvalorização na semana do dólar frente ao iene, moeda japonesa. Não refrescaram nada as medidas prometidas pelo Banco Central japonês para estancar o processo: vender ienes; manter as taxas de juros entre zero e 0,1%; e aumentar o tamanho total do programa emergencial de compra de ativos em cerca de US$ 127 bilhões. São medidas mais ou menos desesperadas de economias enfraquecidas pela crise que lutam para aumentar sua competitividade via desvalorização cambial e não afundar de vez na depressão.

     Porém, esse não é um problema só do Japão e da China. No dia 4, quinta-feira, o Banco Central Europeu indicou também que poderia, como no Japão, rebaixar as taxas de juros e comprar títulos dos governos, etc. O DAX, principal índice da bolsa de valores de Frankfurt, continuava em livre derretimento até o final do pregão de sexta-feira. Frau Merkel, chanceler alemã, que no decorrer da semana já tinha sido notificada de que a produção industrial alemã também mostrou sinais de estagnação, tem muito com que se preocupar além da Grécia e outros PIGS

    Vamos reviver guerras cambiais do tipo “arruinar o vizinho” para salvar alguma demanda para sua economia doméstica? É o que nos pergunta em email de ontem o leitor Fernando Grossman. Dificilmente. Ele mesmo observa sabiamente: uma coisa é o Brasil defendendo sua moeda nacional, o real, da valorização, ou mesmo a China, com seu insignificante yuan. Outra coisa é o Japão e o BCE intervindo pesadamente em seus mercados para regular suas poderosas moedas.

     Em resumo, essa hipótese de guerra cambial aberta não deve ser adotada levianamente. Na prática, dificilmente será adotada. Dependeria, em primeiro lugar, do tamanho da nova derrocada econômica que se aproxima. Teria que ser muito pesada. E só ocorreria depois de acontecida a derrocada. No salve-se quem puder. De todo modo, pode-se apostar que não seria uma guerra cambial entre as potências que levaria à grande depressão. Nos anos 1920, por exemplo, mesmo com as enormes tensões geopolíticas da época, não ocorreu uma guerra cambial aberta entre as potências. Nem antes nem depois da derrocada, diga-se de passagem. Essa nossa afirmação sempre esteve no meio de grandes controvérsias entre os economistas, e infelizmente não podemos aqui precisar melhor nossas comprovações.

     Como já se viu tantas vezes na história da economia capitalista internacional, principalmente nos seus primórdios, ainda fortemente impregnada de ranços mercantilistas, as economias nacionais não podem compensar quedas abruptas da sua demanda interna via aumento de exportações acima de importações. Smith e Ricardo ainda estão muito vivos para demonstrar a falácia mercantilista do comércio exterior como motor do crescimento. Os capitalistas descobriram muito cedo que ao se fazer ao mesmo tempo essa política desesperada de “arruinar o vizinho” a deflação de preços e a paralisação absoluta do mercado mundial é quase uma certeza. Nem bem iniciada a política, o sistema trava imediatamente. Não funciona para ninguém.

      A impossibilidade de desvalorizações competitivas vale principalmente para as grandes economias, as economias dominantes que monopolizam as divisas de reserva utilizadas no comércio e operações financeiras internacionais. Atualmente – nos informa o Fundo Monetário Internacional (FMI), dados válidos para final de Março 2011 – temos o seguinte balanço:
 
      Dólar EUA (60,7% do total); Euro UE (26,6%); Yene Japão (3,8%); “Outras Divisas” (4,7%).
     Em resumo, as três principais economias mundiais detêm mais de 90% das reservas conversíveis no mercado mundial. São elas que regulam as regras de concorrência do comércio internacional. O resto não conta, só faz barulho nas monótonas e irrelevantes rodadas burocráticas da OMC.

O CICLO BALANÇA
      No fechamento do último pregão da conturbada semana em Wall Street, o Down Jones oscilou durante todo o dia e acabou fechando relativamente estável (+ 0.54%); Nasdaq, das tecnológicas, caiu quase 1%; S&P 500 caiu para seu menor nível do ano, derrapando simbolicamente para baixo do piso psicológico dos 2200 pontos. Na Europa, onde o pregão fecha mais cedo que em Wall Street, tanto o FTSE 100, de Londres, quanto o DAX, de Frau Angela Merkel, continuaram a deslizar fortemente: quase 3% de queda no dia. O ouro (1163 dólares a onça-troy) e o petróleo (87,01 dólares o barril) mantiveram-se estáveis. O dólar continuou desabando frente ao yene japonês: 78.409, quase 0.60% de queda em apenas um dia.

     Nesta semana, o que se presenciou em todos os cantos do planeta foi uma forte deflação de ativos financeiros. Entretanto, até o fechamento deste nosso boletim, não se teve notícia na semana de quebra de nenhum grande banco em todo o mundo. Nem, pelo menos, de um pequeno. Infelizmente, nem a notícia de falência de um mísero hedge fund (fundo de derivativos, espécie de praga altamente especulativa) para confirmar as previsões de gente graúda de uma muito provável explosão de uma nova crise – ou duplo mergulho da anterior de 2008/2009. Só esqueceram de dizer quando se dará essa tão criativa explosão. Mas o ciclo econômico se desenrola com fatos, descontinuidades reais, coisas verdadeiramente significativas que confirmam as previsões. O resto é especulação barata, meras opiniões pessoais.

     O conhecido economista estadunidense Martin Feldstein é cheio de credenciais: professor de Economia na Universidade de Harvard, EUA, membro do BCDC – Business Cycle Dating Committee [Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos] do National Bureau of Economic Research, etc. Nesta semana, depois de mais uma reunião com seus colegas do BCDC, decretou: “A economia está realmente balançando a beira do buraco. Existem agora 50% de chance que vamos escorregar para uma nova recessão. Nada nos garante mais crescimento”. Apenas uma opinião papal, sem nenhum conteúdo. O próprio meio a meio da chance de uma nova recessão é uma forma de não se dizer nada. Tanto pode subir como descer, é tudo que ele está dizendo.

      Robert Hall, professor de Economia da Stanford University, e coordenador do BCDC, também garante que “a desaceleração maior do que o previsto na primeira metade do ano coloca riscos para a maior economia mundial... A queda na taxa de crescimento leva à situação em que um choque adverso pode causar uma recessão”.Palavras, apenas palavras. Não ajuda em nada a análise.

     Bill Gross, economista da gigante empresa de negócios Pacific Investiment Management Co. (PIMCO), que administra uma montanha de investimentos de mais de 3 trilhões de dólares em torno do mundo, afirma que o Federal Reserve, banco central dos EUA, está aprontando novas medidas para contrapor a desaceleração. Para ele, “Ainda não vemos a recessão, mas estamos no ponto de inflexão. Estamos no que podemos chamar de ponto morto, no qual os lucros das empresas não aumentam e empregos não são criados” Esse já falou alguma coisa séria. Falou de lucro, coisa que os economistas esqueceram a muito tempo. Deve ser levada em conta suas afirmações.

     Mas tem também gente não tão famosa, mas com certeza conhece tanta economia (ou mais) quanto os doutores que enumeramos acima. No começo de Julho passado, antes, portanto, dos espetaculares acontecimentos no Congresso dos EUA com a discussão do teto da dívida da economia de ponta do sistema, recebemos do nosso velho camarada João Alfredo, leitor desde o primeiro número do boletim, como ele mesmo afirma, a seguinte mensagem, que vale como uma bela síntese da situação atual:

"Prezada Critica,

     Como sabem, acompanho suas análises desde o numero 1, isso mesmo, o primeiro número. Elas tem sido o nosso guia pelos não fáceis caminhos da Economia Política dos Trabalhadores. No atual ciclo, entretanto, ainda não me convenci de que as taxas de lucro ou, pelo outro lado, os efeitos da crise nos salários puderam fazer todo o serviço sujo (mas "natural") do sistema capitalista. Não acredito em crise permanente, mas também não acredito em recuperacões surpreendentes. Sem lucros não há capital e os atuais estão escondidos ou talvez "turbinados" por uma montanha de dinheiro - não de capital - como jamais vista! Prefiro aguardar os próximos lances do jogo para saber se o fetichismo da moeda não nos tem turvado a visão. Forte abraço a toda equipe do Critica. João Alfredo”

    O que mais nos alegra em nosso trabalho é que nossos leitores não apenas lêem nossos boletins, mas descobrem as coisas por si mesmo. É o caso de Fernando, que citamos acima, como o de João, agora. Com Fernando, pensamos juntos aquela parte em que discorremos sobre uma possível guerra cambial aberta na atual situação do ciclo. Avançamos um pouco em nossa inteligência da situação. Cada um fazendo doravante suas próprias descobertas.    Quanto às precisas considerações de João, podemos apenas adiantar que, quanto aos “alguns lances do jogo” que ele dizia aguardar, alguns foram explicitados nesta semana. Temos assim mais elementos concretos para pensar (e repensar) os caminhos deste ciclo. E o que continuaremos fazendo. Sem pressa.

    O ciclo se acelera. Em todos os cantos do mundo, a burguesia treme de medo com os sinais de uma grande crise do seu querido capital e seus amados governos imperialistas. O que é medo e pessimismo para eles, é para nós alegria e confiança na possibilidade de transformação do mundo. Essa diferença não é ideológica; encontra seu fundamento na realidade material que se desenrola sob nossos olhos. No dia-a-dia da luta de classes. Nada de idéias moralistas nem preconceitos religiosos, só pura materialidade e paixão pela revolução do mundo real que conhecemos.
     Forte abraço para Fernando, João, e todos nossos bravos e inteligentes críticos da economia política que há tanto tempo caminham juntos com a gente.

Por: José MartinsProfessor Doutor do Depto. de Economia da UFSC
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ENCONTRO DA MENSAGEM AO PARTIDO

Almir Bruno- PT/MA e José Eduardo Cardozo- Ministro da Justiça

Plenária da Mensagem ao Partido
     Nos dias 5 e 6 de agosto de 2011 aconteceu o 3º Encontro Nacional da Mensagem ao Partido. Os debates começaram pela tarde com um grande Encontro de Mulheres da Mensagem na qual foi exposto a necessidade da reforma estatutária do PT contemplar a proposta de cota de 50% para as mulheres. O ponto alto do Encontro foi na noite do dia 5 de agosto com o seminário sobre A REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA com a presença do Governador do RS- Tarso Genro na qual fez um discurso que levou o plenário aos diversos aplausos. Também esteve presente o Professor Juarez da UFMG e diversos Deputados Federais e Estaduais além de liderança de 21 Estados da Federação. A segunda maior força interna do PT- Mensagem ao Partido organizou no dia seguinte um grande debate com suas lideranças sobre a reforma estatutária do PT e a reforma política. Compareceu representantes de outras forças que vieram prestigiar o evento como Ricardo Benzoini (CNB- Construindo um Novo Brasil) que falou sobre a reforma do Estatuto. O Secretário Geral do PT Elói Pêta e representante da Mensagem participou do debate da Reforma Política que contou com a presença do Ministro da Justiça- José Eduardo Cardozo. No final diversas lideranças fizeram diversas propostas de organização da Mensagem. O Encontro também reafirmou que o entendimento que PT é um partido de massas e que cabe aos militantes e dirigentes dirimir o debate em prol das mudanças e da revolução democrática fudamentada no pensamento de esquerda.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma saída pela esquerda para São Luís

Silvio Bembem
Mal foi apresentado o nome do deputado Bira do Pindaré à prefeitura de São Luís e os diversos setores políticos, de oposição ou não, começaram a ensaiar suas posições. É uma incisiva demonstração do potencial desta liderança de esquerda, com trajetória de compromisso com as lutas sociais e recém-eleito deputado estadual pelo PT.


  De fato, em pouco mais de 100 dias de mandato, o deputado Bira expõe com qualidade, na Assembleia, uma variedade de denúncias e questões fundamentais para o Maranhão.

  Ainda pela esquerda, outras candidaturas são possíveis. O ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), que, embora não se pronuncie a respeito ou, quando se pronuncia, diz não ser candidato, saiu forte de 2008 e 2010 e talvez sua candidatura se firme naturalmente. Haroldo Sabóia, após longo inverno isolado no PDT, agora no Psol, poderá surpreender como oposição de esquerda marcadamente anti-Sarneysta, principalmente se conseguir unir em torno o PCB e o PSTU (tarefa difícil neste último caso), com possibilidade de eleger pelo menos 1 vereador.

  Em todo caso, as esquerdas devem sair com candidaturas separadas, seja por razões táticas, seja pela quase impossibilidade de unificação de seus principais partidos logo no primeiro turno.

  Do outro lado, os dois principais grupos da direita do Maranhão instalados nos governos do Estado (família Sarney Murad) e da capital (Castelo/PSDB) também não devem sair unidos no primeiro turno, embora não saibamos de antemão a intensidade de fogo e contra-fogo que veremos nesse campo, embora daí não devamos esperar muito, pois se os colocamos aqui no mesmo campo é pela profunda identidade ideológica, de método e de resultados de gestão em termos de catástrofe social, o que não é pouco. Até porque seria difícil para esses grupos se chocarem sem passar aquela imagem do “sujo falando do mal lavado”. Os dois governos devem chegar a 2012, ao que tudo indica, acumulando mais riqueza no bolso dos governantes e péssimos índices sociais no outro lado da balança. E, como sabemos, a direita mais enriquecida é sinal mais que certo de abuso do poder econômico, um sério entrave à democracia no país e o principal por estas bandas. O provável é que as candidaturas expressivas deste campo tenham relação abrandada, embora a de Castelo seja o alvo preferencial de todos na corrida para substituí-lo.

  O PT, tal qual em 2010, será o ponto nevrálgico da disputa de 2012. O que diz muito de sua importância política, mas muito também de sua infeliz atuação no momento atual, em que uma ala do partido participa do governo dos Sarney Murad. Participação pífia num governo que não tem uma única notícia boa pra contar. 2012 é uma boa oportunidade para esta ala começar a se desvencilhar desse caminho, ajudando a criar uma alternativa política de esquerda para São Luís e para o Maranhão, já que 2012 é passagem para 2014. Da mesma forma, é desafio para o grupo Resistência Petista e para o próprio dep. Bira buscarem prioritariamente a unidade do partido, sem vender a alma, preservando posições fundamentais que permitam seguir em frente com coerência no pós-2012, ou, se não houver outra possibilidade internamente, construir a vitória nas prévias do melhor nome de que o PT dispõe para a tarefa de enfrentar o ex-governador biônico ora instalado na Prefeitura.

  Papel não de pouca monta tem também o PDT, apesar de ter saído bastante enfraquecido de 2010. Mas sua situação não é menos complicada. Apesar de historicamente antagônico à oligarquia Sarney – se bem que até isto se encontra mitigado atualmente –, parece confortável encastelado na Prefeitura ao lado daquele que outrora foi seu principal antagonista, um oligarca que conduz o pior governo de que se tem notícia em São Luís, só comparável nesses termos, talvez, ao de Gardênia. Trata-se de contradição da mesma natureza daquela em que o PT se encalacrou no governo do Estado. Há, porém, no PDT da Ilha Rebelde alguma resistência. Há quem queira resgatá-lo para a posição anterior, mais à esquerda. Mas terá êxito? E, se tiver, sobreviveria politicamente sem o maquinário público municipal?

  A oligarquia fará de tudo para tirar o foco do “melhor governo da vida” de Roseana Sarney e pra isso deve abraçar uma candidatura que não seja tão emblemática de seu fracasso no governo do Estado. Ou mesmo várias, como fez em 2008. E é neste rumo que pressionará o PT do vice-governador.

  Castelo precisa de aliança ampla para forjar tempo de propaganda eleitoral, e, além de poder econômico, tem o aparato administrativo que usará para, entre outras coisas, manter o PDT do seu lado. O que, aliás, já vem acontecendo, a exemplo do retorno ao ninho tucano do PPS de Othelino Neto e Miosótis, ex-candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino. Segue neste mesmo sentido, se confirmado, a saída do deputado federal Pinto da Itamaraty (PSDB) para assumir secretaria municipal com orçamento polpudo, tomando o seu lugar na Câmara Federal o suplente Weverton Rocha, com o apoio do Ministro do Trabalho do governo Dilma, Carlos Lupi (PDT).

  Pela esquerda há, como sempre, boas possibilidades em São Luís. Mas pra isso é preciso voltar o foco para os movimentos populares e suas lutas concretas. Para o trabalhador e a população pobre, que não devem estar satisfeitos com o mais sucateado e irracional sistema de transporte público do país, e um dos mais caros; com as ruas esburacadas; com a Educação e a Saúde colapsadas; com o patrimônio público cultural e arquitetônico abandonado; com a paralisação das obras do PAC Rio Anil; com falta de trabalho e renda; com a falta de participação popular; com a falta d’água; e até com a intensificação do calor na Ilha, graças à ausência de transparência e controle social (de fiscalização), bem como de um Plano Diretor para a cidade que impeça a paulatina destruição de áreas verdes em nome do rápido e vertiginoso enriquecimento imobiliário de poucos.

  De tudo isso, muitas dúvidas quanto ao quadro político a se configurar para 2012. Uma quase certeza: haverá segundo turno. Uma certeza que pode ser vista a olhos nus: a Ilha de São Luís está sendo devastada. E uma perspectiva a ser construída: a saída é pela esquerda. Daí a necessidade premente de candidaturas como a de Bira do Pindaré, que só terá sentido se for para liderar um bloco de oposição ao PSDB de Castelo, com caráter polarizador e mobilizador, para vencer e governar a capital do Estado com foco no desenvolvimento sócio-econômico e na transformação da cidade.

Por:

* João de Deus Castro
Ex-secretário de Juventude do PT/MA e servidor público do MPF/SP
*Sílvio Bembem
Administrador, Especialista em Sociologia (UEMA), Mestrando em Ciências Sociais da PUC/SP. E membro do Diretório Estadual do PT/MA

domingo, 17 de abril de 2011

O BRASIL E O PROTESTANTISMO: NOSSA LUTA NÃO ACABA EM PIZZA:


O Brasil é um país de características democráticas, no entanto muitos líderes protestantes “não conhecem seu povo”! . Seriam míopes? Surdos? No Brasil há um jogo perigoso entre o povo e seus líderes: nossa luta não pode acabar em pizza. Fala-se muito em livre expressão, em direitos humanos, porém o povo necessita de um Chefe.

Um governo justo e bom é aquele que não faz barganha com o seu povo. A temperança do governante, sua lealdade à justiça, (dos homens e de Deus) são requisitos que podem levar o Brasil para uma evolução virtuosa. “Pátria amada Brasil”, levanto a bandeira por quem morreu por mim.

Há falsos pastores nas Igrejas, afirmando coisas que não tem cabimento. Como é o exemplo de certo pastor que deliberadamente, “amaldiçoou a África”. Pois é, logo a África que é um continente tão sofrido... O Brasil deverá tomar iniciativas políticas sérias. Nossa luta não pode acabar em pizza. Tolerância zero para falsos argumentos, ilógicos, puras simbologias sem sentido. Em troca de membros em catedrais, distribuem objetos. Objetos fictícios, como: “dois saquinhos de cimento para a construção da casa própria”. Como diria o grande Rousseau: “galimatias”, termo que conheci em minhas leituras que quer dizer basicamente “bobagens”, “balbúgias”.

Dizem que a leitura muda a vida, e é verdade. Mudou a minha. Existem brasileiros, que se alfabetizaram apenas por meio da Bíblia. Que Benção! Repito, neste mundo conflituoso e complexo em que o Brasil terra adorada ganha espaço, nossa luta não é pizza. Pizza é pra granfino encher a pança, enquanto muitos na África estão sem ter comida. Oxalá, nossos governantes vivam com paixão a democracia brasileira, para fazer nascer virtudes nos coração do povo. E que o Bem seja o sólido fundamento de nossas práticas cotidianas. Quem tem ouvidos para ouvir ouça, e faça sua parte. Fico aqui, um forte abraço aos leitores fiéis.
Por: Luciano Bezerra- Filósofo graduado pela UFMA

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Posse no Congresso Nacional e o crescimento da Bancada Evangélica!


      CONGRESSO NACIONAL
       
      Dia 1 de fevereiro de 2011 foi marcado pela posse na Casa do Povo. Na Câmara Federal os deputados vão representar 22 partidos dos 27 partidos legalizados no Brasil, pois 5 partidos não conseguiram eleger nenhum deputado, e 8 partidos terão quase 80% da composição na Câmara Federal, nesta conjuntura a base Governista tem grande maioria e deve promover o tom do discurso no mandato de nossa primeira "Presidenta", Dilma Roussef-PT.  
 
       As novidades foram a grande renovação de mais da metade da Câmara Federal e do Senado. Na posse tomaram a cena junto a imprensa os deputados Tiririca do PR-SP, Popó do PRB-BA e o ex-jogador Romário do PSB-RJ que não posuem nenhuma ligação com os movimentos sociais. Parece que atividade política e currículo não é pré-requisito para ser Deputado ou Senador! E assim vai nossa jovem democracia, cada vez mais complexa de ser entendida!



       Neste contexto, destaca-se também que a nova Câmara não vai contar com a atuante deputada Luciana Genro do PSOL-RS que foi derrotada nas urnas, mas o PSOL obteve a grande conquista de eleger o novo Senador Randolfo Rodrigues-PSOL-AP que resolveu disputar as eleições para Presidente do Senado contra José Sarney do PMDB. Sarney venceu a disputa e disse que vai ser a última vez! Será? Já na Câmara Federal venceu Marco Maia do PT-RS com os votos dos 375 dos 513 deputados federais. O PT também cresceu sua participação em número de Deputados e Senadores!
          BANCADA EVANGÉLICA

         Entretanto, deixando de lado os percalços de nossa jovem democracia aproveitamos os números e a ocasião para mencionar que a cada legislatura uma alegre novidade enche de estima as comunidades cristãs, pois crescem também a participação cristã e a atuação dos deputados evangélicos nas decisões da política nacional. Isto mostra a tomada de consciência do Movimento Cristão em participar  do debate da sociedade brasileira contemporânea, isto é, influenciando para a melhoria das condições do povo brasileiro além de implementar uma agenda positiva baseada nos preceitos morais.

        Em todo o Congresso Nacional contaremos com 66 deputados federais dos 513, e no Senado Federal 3 dos 81. A Bancada Evangélica teve forte atuação na últimas legislatura e conta com um grande crescimento pois elegeu deputados em diversos partidos ficand com a seguinte representação: 2 Deputados Federais do PT, 7 do PMDB, 2 do PP, 9 do PR, 2 do PSB, 4 do PDT, 3 do PTB, 3 do PV, 8 do PRB, 11 do PSC, 1 do PTC, 1 do PMN, 7 do PSDB e 3 do DEM. Portanto, houve um crescimento pois a bancada contava do 39 deputados federias e agora são 66 deputados.


     Destacamos a eleição de Anthony Garotinho do PR-RJ, Marcelo Aguiar do PSC-SP e Edvaldo Holanda Júnior do PTC-MA. A bancada Evangélica geralmente discute assuntos relacionados ao aborto e a eutanásia valorizando a vida, assim como combatendo a legalização das drogas que tem afetado as famílias e nossa juventude.  Este resutado reflete o crescimento da religião cristã no Brasil, os evangélicos já são aproximadamente 25% da população brasileira. O mais interessante é que não existem alinhamentos para fazer apenas um só partido evangélico e sim o interesse mútuo de diminuir as desigualdades sociais e lutar pelo desenvolvimento do Brasil consolidando sempre os valores da Fé Cristã.


Por: ALMIR BRUNO

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

De qualquer jeito e de qualquer modo!


Imagem do portal G1

    Um ataque ao pensar, ao escutar, ao refletir e ao escrever tem sido praxe quando o assunto é Blogs. Como assim? Não entendi? Escreve-se todos os dias, todas as horas, todos os minutos até em segundos uma nova notícia. Será que os leitores dos Blogs conseguem ler todas as notícias postadas pelos blogueiros? Será que não perdemos muito tempo escolhendo as notícias no meio de um "calhamaço" de postagens? Já ouvi falar que muita gente apenas ler os tópicos dos Blogs. Talvez seja por isso que Twitter faz tanto sucesso, pois só permite frases curtas! A mediação entre um texto longo e o tempo de leitura nos exige atenção, pensamento e reflexão.

    Exemplificando, deparei com um indivíduo que argumentou que existem blogs que demoram atualizar! O seu Blog é atualizado a todo o instante! Convido aos internautas a fazer uma reflexão: o que é atualizar? Na perspectiva deste indivíduo tivemos que concluir que muitos blogueiros apostam mais na quantidade de postagens de que na qualidade das mesma para atrair seu público! Alguma notícia, alguma fofoca, tudo porque acha que isso é ter Blog, DE QUALQUER JEITO E DE QUALQUER MODO, nem que seja algo irrelevante!

    Pensamos diferente nesta blogosfera, aqui se fala em transformação social, em movimento social, em virtude e em esperança para nossa terra que vivencia períodos difíceis, para tanto, são nossas palavras e idéias que não podem ser de qualquer jeito e de qualquer modo, assim a atualização principal é de nossa reflexão consciente. Queremos uma notícia qualificada, um “Blog Revista”, um “Blog-Artigo”, um "Blog-Livre", um "Blog-Inteligente", ou seja, norte para nossa política de cada dia, e de inquietações, portanto, é isso que nos leva a escrever e a repensar a comunicação da blogosfera.
   
   Todavia, isto não é uma atividade DE QUALQUER JEITO E DE QUALQUER MODO. Nessa outra perspectiva seleta e que nos prestigia faz parte alguns blogueiros que estão contemplados com o "carinho" e atenção com seus escritos. Diante do exposto, pedimos e imploramos para os da perspectiva da "quantidade" não colocam qualquer postagem DE QUALQUER JEITO E QUALQUER MODO em seus Blogs, pois nossos olhos e nossas mentes estão cansados de "meias futilidades" na Internet. Sem embargo, resolvi postar "DE QUALQUER JEITO E DE QUALQUER MODO", para nós aprendermos que a boa leitura é ainda aquela feita devagar acompanhada dos meandros das palavras onde nasce o pensamento e a concatenação das idéias inovadoras. Vamos com calma  não queremos velocidade das postagens e sim, DE QUALQUER JEITO E DE QUALQUER MODO precisamos "urgente, rápido e veloz" de um tempo para ler e interagir com a blogosfera. Esse lapso temporal é perdido escolhendo e procurando algo produtivo para fazer uma boa leitura no meio de tanto “lixo blogófiro”.


Por: ALMIR BRUNO

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O poder econômico e a corrupção no sistema eleitoral


  A cada processo eleitoral é possível fazer a triste avaliação que pouca coisa mudou. As eleições deveriam ser importantes para darmos passos importantes no combate a corrupção, a imoralidade, a desigualdade social, a violência e a degradação ambiental, entre outros. Entretanto, o processo eleitoral ajuda a manter e agravar os diversos problemas de nossa sociedade.

  As campanhas políticas ganharam as ruas e os cidadãos foram convocados a dar sua contribuição nos rumos de nossa História. Todavia, o que observamos foi um gasto absurdo de dinheiro com propaganda e a corrupção generalizada acerca da compra de votos: candidatos, Partidos, empresários, Tribunais e até os eleitores fazem parte deste sistema corrupto e corrompedor.

  O faz de conta eleitoral começa desde a arrecadação e preparação para o processo eleitoral, na qual são feitos acordos esdrúxulos que nada têm haver com o ideal de política e democracia. Negociatas, troca de favores e o poder econômico ditam as regras do processo eleitoral. Validamente, os empresários e financiadores particulares investem dinheiro nas campanhas eleitorais e lançam seus candidatos com apoio de um grande aporte financeiro. Evidentemente, na condição de candidatos vitoriosos seus financiadores irão exigir favores.

  A mídia e os operadores da politicagem ajudam a divulgar as candidaturas do sistema, mesmo que nos bastidores conseguem emplacar grandes divulgações de massa. Os eleitores começam dizendo que vão votar nulo e rapidamente no dia da eleição fazem escolhas que resultam em enxurradas de votos para os candidatos que tem maior poder financeiro.

  Que democracia representativa é essa? O dinheiro recebido para fazer campanhas milionárias são cobrados e pagos com políticas para uma minoria que representa o poder financeiro. Se levarmos em conta que a corrupção é inerente a décadas no processo eleitoral e que muitos enriquecem através da política usando da função pública, consequentemente estamos diante de um ciclo vicioso que se efetiva com a diplomação dos eleitos.

  Estas eleições elegeram “fichas sujas”, corruptos e figurões antigos da política, ou então, os seus filhos. Então, pouca coisa mudou ou será quase nada.

  A solução seria o financiamento público de campanha a partir da representação partidária? É claro que não, pois ia manter os privilégios dos grandes partidos. E até porque muitos candidatos utilizam até recursos públicos desviados que não aparecem na sua contabilidade.

  A solução seria o sistema distrital na qual os candidatos fariam campanha em territórios menores e se reduziriam os custos? É claro que não, se porventura até nas campanhas de sindicatos o abuso do poder econômico predomina, quanto mais a eleição distrital que o universo é maior.

  Portanto, a questão fundamental não é o tamanho dos custos de campanha, não é o gasto privado nas campanhas, é sim a falta de ética dos operadores do sistema eleitoral: diga-se candidatos, eleitores, mídia, tribunais e empresários.

  Leia-se a elite produtiva e intelectual deste país é corrupta em grande maioria, pois representa a manutenção das condições sociais vigentes. O Governo é reflexo de sua elite dirigente que subjuga com migalhas a maioria do povo e tenta manter os privilégios históricos em uma sociedade repleta de contradições e antagonismos sociais. O povo pobre não merece nenhum político corrupto, é o sistema que corrompe o aparecimento de uma nova perspectiva de justiça social.


Por: ALMIR BRUNO TAVARES

Recomendo o site:
http://www.mcce.org.br/



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?


Por Joao pedro stedile (*)

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.

Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química, etc

O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.

Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos paises de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no “neutral poder judiciário” brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos... e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.

Os fazendeiros do agronegóio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.


O DR.Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.

Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.

A ANVISA – responsável pela vigilância sanitária de nosso país, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados,somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. . Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a formula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.

O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista CARAS escreveu em sua coluna, de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.

Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos, sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial, para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietname. E agora suas fabricas produzem o glifosato. Que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estomago.

Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.

(*)João pedro stedile, membro da via campesina Brasil.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Comemorar muito, mas de sandálias*




de Valter Pomar


  Nossa avaliação das eleições presidenciais de 2010 deve começar sempre com uma tripla comemoração e com um forte agradecimento.

  Comemoração pela continuidade do processo de mudanças iniciado em janeiro de 2003, pela eleição da primeira mulher presidente da República e por termos derrotado mais uma vez a direita demotucana.

  Agradecimento ao povo de esquerda, especialmente ao povo petista, milhões de brasileiros e brasileiras, alguns anônimos, outros nem tanto, que perceberam o perigo e foram à luta, sem pedir licença, sem pedir ordem, sem pedir autorização e sem precisar de orientação.

  Foi principalmente este povo que ganhou a eleição presidencial, e não governantes, candidatos, dirigentes, coordenadores ou marqueteiros.

  Devemos agradecer e comemorar, mas sem descuidar de um balanço crítico e autocrítico do processo.

  Este balanço deve começar lembrando que vencemos com uma bandeira: dar continuidade à mudança. Como lembrou a própria Dilma, como recebemos uma "herança bendita", nossa única alternativa é aprofundar as transformações.

  Ocorre que para vencer, enfatizamos a continuidade e debatemos pouco as mudanças. O tratamento dado ao programa do Partido e ao programa do coligação é apenas mais um sintoma disto.

  Debatemos pouco as mudanças, mas o cenário do governo Dilma será muito diferente do que prevaleceu entre 2003 e 2010.

  Noutras palavras: a mudança na realidade já está acontecendo, embora não tenhamos debatido em profundidade as mudanças que teremos que fazer na nossa política, para enfrentar esta nova realidade.

  As mudanças já se deram e continuarão ocorrendo em três níveis principais.

  Internacionalmente, o cenário será dominado não apenas pela crise e instabilidade econômica, mas também por cada vez maior instabilidade política e militar.

  Nacionalmente, a direita vai dar continuidade ao tom radical assumido na campanha eleitoral.

  A terceira mudança é a seguinte: nos marcos da atual estrutura tributária e macroeconômica, não será mais possível ampliar significativamente os investimentos econômicos e sociais.

  Ou reduzimos substancialmente os juros, ou fazemos algum tipo de reforma tributária, ou interrompemos o crescimento dos investimentos, ou.... Em qualquer caso, tudo aponta para a agudização do conflito redistributivo no país, seja tributário, salarial, seja pela alta nos preços, pela alta dos juros etc.

  Para dar conta destas mudanças, que conformam um novo cenário, teremos que enfrentar e superar três impasses estratégicos.

  Primeiro: a política de melhorar a vida dos pobres, sem tocar na riqueza dos milionários, reforça o preconceito de uma parcela dos setores médios contra nós. Pois na prática estes setores perdem, em relação aos pobres, especialmente em termos de status.

  Segundo: melhorar a vida material dos pobres, sem melhorar em grau equivalente a sua cultura política, deixa uma parcela dos que melhoraram de vida sujeitos à influência das igrejas conservadoras e do Vaticano, dos meios de comunicação monopolistas e da educação tradicional.

  Aqui vale ressaltar que a disputa de valores faz parte da disputa política. Não percebe isto quem acha que fazer política é "administrar", esquecendo que a "percepção das obras" é mediada pela ideologia, pela visão de mundo, pela luta política.

  Terceiro: o PT ganhou sua terceira eleição presidencial, mas ao mesmo tempo enfrenta cada vez mais dificuldades para hegemonizar o processo.

  Estas dificuldades ficam claras quando analisamos o papel do PT na campanha, na composição do novo governo, na relação com aliados, na relação direta e cotidiana com o povo etc.

  Quais são as principais dificuldades do PT?

  Primeiro, a terceirização de parte de suas atividades dirigentes, seja para a bancada, seja para o governo, seja para o Lula. Há uma crescente distância entre a influência moral e eleitoral do PT, vis a vis a capacidade efetiva de direção de nossas instâncias.

  Segundo, o empobrecimento de nossa elaboração ideológica, programática e estratégica. É preocupante o descompasso cada vez maior, entre a complexidade das questões postas diante de nós, no mundo, na América Latina e no Brasil, vis a vis nossa capacide de refletir coletivamente sobre estes assuntos.

  Terceiro, há um processo de "normalização" do PT, de integração ao establishment. Durante muitos anos, o PT cumpriu um papel civilizatório na política brasileira. Pouco a pouco, por diversos motivos, entre os quais o financiamento privado das campanhas eleitorais, fomos nos adaptando a certos hábitos e costumes da política brasileira, dos mais ridículos aos mais graves, entre os quais tratar a eleição como mercado de votos.

   Ou reagimos a isto e voltamos a cumprir --como Partido-- um papel civilizatório, reformador e em alguma medida revolucionário nas práticas e costumes da política, ou estaremos fazendo o jogo da direita e da mídia que dia e noite nos calunia.

  O que falamos antes ajuda a explicar alguns dos motivos pelos quais uma parcela importante da juventude não se identifica mais conosco. Grandes parcelas da juventude podem ser ganhas por nós, se adotarmos práticas distintas, combinadas com projeto de futuro, ideologia, visão de mundo, programa transformador. Se não fizermos isto, teremos inclusive problemas eleitorais, pois na próxima eleição e na outra, não adiantará comparar nosso governo com o passado, pois para os mais jovens, nós também fazemos parte do passado.

  Aqui vale destacar que nossa integração ao establishment não se dá como decorrência automática de nossa conversão em partido de governo. Aliás, ironicamente, as vezes nossos governos são o que há de mais inovador e atraente; enquanto nossas instâncias partidárias vão se transformando em "agências reguladoras" de nossa participação nos processos eleitorais, burocratizadas, sem vida, controladas por esquemas cada vez mais tradicionais.

  A quarta dificuldade que enfrentamos está em nossa relação com os aliados.

  Precisamos de aliados para vencer eleições e para governar. Mas, nas atuais regras do jogo, a mesma política de alianças que parece cumprir um papel positivo na nossa vitória nacional, não parece contribuir para um salto no tamanho de nossas bancadas parlamentares e no número de nossos governos estaduais. Isto, mantidas as atuais regras do jogo, nos condena a um teto, a um limite de crescimento. E, sem maioria de esquerda no Congresso, qualquer discussão sobre reformas profundas pela via institucional será apenas isso: discussão.

  A este problema, cabe agregar um detalhe: apesar de nossa política de alianças, o antipetismo cresce entre os aliados, assim como cresce na sociedade.

  Em decorrência das mudanças, impasses e dificuldades que citamos antes, entendemos que a direção nacional deve priorizar o debate sobre a estratégia e a tática do Partido, da qual decorre a política que defendemos para o conjunto do governo, da qual podemos deduzir os espaços que achamos devam ser dirigidos pelo PT. E não, como parecem pretender alguns, começar e terminar o debate pelos tais "espaços".

  Na nossa opinião, o Partido deve priorizar quatro temas em 2011: a reforma política, a democratização da comunicação, a reforma tributária e a reorganização do PT.

  Em resumo: com a eleição e posse de Dilma, a mudança continua, mas a disputa também.

  Continua a nossa disputa contra o neoliberalismo, que não está morto, como se depreende do lobby do setor financeiro em favor de Meirelles, de Palocci, do ajuste fiscal e da alta de juros, para não falar do que ocorre no G20, na Europa e nos EUA.

  Continua a nossa disputa contra o desenvolvimentismo conservador, aquele no qual as empresas capitalistas crescem, sem que haja mudanças estruturais na distribuição de poder, renda e riqueza.

  E continua a disputa deles contra o PT. Disputa que vamos vencer, se abandonarmos as ilusões no inimigo, a defensividade absoluta e certo medo de sustentar nossas posições históricas e corretas, por exemplo em favor da democratização da comunicação.

  A disputa contra o PT é uma disputa em torno do conteúdo da mudança que está em curso no Brasil. É uma disputa de hegemonia. E disputar hegemonia não é igual a fazer concessão, não é igual a ceder ou a recuar sempre. Disputar hegemonia é o contrário disto. Disputar hegemonia é travar uma luta cotidiana e permanente em defesa dos nossos valores, da nossa visão, do nosso projeto de mundo e de Brasil.

*texto baseado na intervenção feita na reunião do Diretório Nacional do PT, dia 19 de novembro de 2010 .
Observação: algumas partes do texto que se referiam ao aspecto local da política de Minas Gerais foram suprimidas para que o texto não ficasse muito extenso mas sem a perda do conteúdo principal.

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Comentários de ALMIR BRUNO: Como diria CHE GUEVARA no Escrito: O que deve ser um jovem comunista. [...] "mas a juventude tem de criar. Uma juventude que não cria é uma anomalia, realmente".  Portanto, a criatividade neste momento é importante e precisamos fomentar esta juventude para impulsionar o Partido. As renovações são necessárias. O PT não pode continuar sem renovações! Acredito que o companheiro Valter Pomar foi muito feliz na sua colocação acerca da juventude!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dicas de Segurança nas Redes de Relacionamento

   
    As redes de relacionamento estão em alta. Para tanto, diversos sites permitem a criação de páginas pessoais e o reencontro com amigos que estavam distantes, além de fazer novas amizades.
    Veja que são compartilhadas informações, fotos, vídeos, entre outras formas de comunicação. O mundo da internet é cada vez mais real com diversos espaços para se relacionar como Twitter, Orkut, Facebook, Badoo, MySpace, Hi5, além do MSN e outras redes de comunicação.
    No entanto, as redes de relacionamento tem pessoas bem intencionadas e mal intencionadas. Afim de colaborar com a segurança na internet coloco algumas dicas para os leitores do Blog se beneficiar das redes de relacionamento de maneira segura:

-Cuidado com estranhos na internet. Se você não conhece primeiro se certifique que o perfil existe de fato para depois se comunicar de verdade nas redes sociais. O melhor é evitar!

- Mantenha poucas informações em seu perfil, detalhes da sua vida pessoal não é bom colocar.

-Não exponha as pessoas que você gosta nas fotos como familiares. Se divulgar fotos, use as que não facilitam a localização dos endereços, local de trabalho, nome da escola, entre outros.

-Você anda distribuindo seu telefone para qualquer pessoa? Então o mesmo funciona na Internet! Por isso também não divulgue o seu endereço, CPF, nome completo ou local de trabalho.

- Cuidado com WebCam e MSN e conversações das redes de relacionamento, a pessoa do outro lado pode estar gravando a sua imagem ou o que você escreve. Então não abuse das palavras e nem das imagens.

- Não coloque horários e locais aonde você estará. Faça por e-mail ou telefone os convites e divulgações dos eventos que você vai estar.

-Jamais aceite convite de encontro presencial com quem não conhece bem; aproveita para pedir informações para pessoas próximas que conhecem esta pessoa. 


- É importante trocar periodicamente as senhas;


- Caso receba alguma ofensa pela Internet trate logo de bloquear os contatos

- E o mais importante se visualizar conteúdos que sejam racistas, de pedofilia ou violência  você pode denunciar em : www.denuncie.org.br
 
   Lembre-se que após publicar algo na internet não pode mais esconder. Alguém pode copiar ou usar isso contra você. Assim, espero que os internautas se divirtam com segurança. As redes de relacionamento estão sendo a ênfase do momento. É só aproveitar com moderação e você poderá utilizar a seu favor para fazer grandes amizades. Não precisa ter medo é só se prevenir e "navegar"! Outro fator que vale lembrar é que algumas empresas estudam os perfis na internet dos entrevistados antes de contratar, ou mesmo procuram em redes de relacionamento novos funcionários, por isso não coloque inverdades na internet.

Texto elaborado a partir de algumas informações do site http://www.safernet.org.br/site/institucional. Acesse para saber mais sobre o assunto.
 
Por ALMIR BRUNO

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Nota de agradecimento! Voto 13!

                         Foto: DILMA e ALMIR BRUNO
   
        Quero agradecer os 1050 votos que obtive na eleição de deputado estadual no Maranhão. Quero dizer que cada voto foi importante, pois representa o novo, a coragem, a determinação, a ousadia, a verdade e a luta por um Maranhão justo e desenvolvido. Não conseguimos vencer a eleição, mas ficou nas memórias de todos os militantes, apoiadores e eleitores: a nossa campanha limpa, honesta e livre das amarras do poder político e econômico. Fico feliz por todas as mensagens, ligações telefônicas e congratulações  parabenizando por nossa candidatura ousada. Agradeço a minha família, ao coletivo Vanguarda, aos jornalistas, aos homens de bons costumes e de luta, as mulheres guerreiras, , aos líderes comunitários, ex-alunos, servidores públicos, peritos criminais, profissionais liberais, e todos os trabalhadores por ter abraçado a nossa vontade de representar o povo do Maranhão, e principalmente, a Deus que me deu esta oportunidade. Fui votado de Alto Parnaíba até São Luís, e todos conscientes o que é melhor, nenhum voto comprado e o mais bonito, votos espontâneos, sem a política do toma lá da cá!Aprendi bastante e conheci vários municípios maranhenses e que aumentou ainda mais a minha vontade de mudar o Maranhão!
    Uma eleição não é fácil quando as pessoas estão contaminadas pelo individualismo, mas saibam que continuarei lutando pelo povo do Maranhão e com os princípios do voluntarismo, conciência, verdade e a coragem de denunciar a corrupção, a falta de políticas públicas e a compra de votos no Maranhão. Não me vendo e não me rendo a esta política vigente suja e corrupta que atrasa o Maranhão. Volto as minhas atividades normais de trabalho como servidor público federal com a certeza do dever cumprido. Agradeço os que observaram a minha luta e os que incentivavam como os companheiros do PT, PC do B, PSB e demais partidos, oposição ou não, souberam reconhecer o esforço, especialmente os amigos Augusto Lobato, Marcelo Barros, Chocolate, Flávio Dino, Dutra, Zé Reinaldo, Márcio Jardim, Sílvio Bembem, Balbina, Geraldo, Rose Sales, Cristiano Capovilla, Tati Lima, Graça Marques, Washington, Eri Castro, Ribamar Fonseca, Paulo Romão, Felipe Klamt, Osvaldo, Raimundão, Bruno Rogers, Coqueiro, Ricardo Ferro, Ananias Neto, Rubens Júnior, Jomar Fernandes, Raimundo França (Buriticupu), Euraldina (Miranda), Eulina (Caxias), entre outros...Aproveito para parabenizar também a vitória dos companheiros do meu partido e de outros partidos, que estiveram alinhados com a mudança, especialmente a vitória de Bira do Pindaré do PT.
    Aproveito para declarar mais uma vez o apoio a companheira DILMA 13 e deste blog também. Desde a campanha de deputado estadual estou fazendo campanha para DILMA 13!
    Este blog volta as suas atividades de jornalismo crítico a partir de novembro com novas matérias e formato. Espero que gostem! Continuaremos na luta no campo da oposição no Maranhão! O povo quer...o povo vai mudar! Tenha orgulho do seu voto! Abraço a todos!


"Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito". Provérbios 4:18